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Chama Sagrada - A História por Trás da Espada

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Chama Sagrada - A História por Trás da Espada

Mensagem por DM-Fi em Dom Abr 03, 2016 6:52 pm



Um galopar matinal, sereno e revigorante pra todo aprendiz de cavalariço. Conhecer seu animal, afeiçoar-se a ele e aprender seus segredos, truques e manias. Cada um era um.
Tantras estava em polvorosa, um verdadeiro barril de pólvora prestes a explodir. Generais constantemente se reuniam na Catedral, sob as atenções do Clero. Os tempos eram duros, pois os Deuses caminhavam entre os homens, cometendo as maiores atrocidades e causando os maiores absurdos que a criação já conheceu.
O sonho de ter os Deuses entre si arruinou cleros inteiros, desapontados com a personalidade de seus adorados Deuses. E enquanto isto, outros Deuses nasciam das cinzas de deuses menores, mortos pelas mãos dos predadores maiores, seus próprios pares. E assim, deixavam o caminho aberto para usurpadores, que reuniam hordas inteiras em seu nome.
Assim era com o famigerado Liaxtu Xvim, filho meio-demônio de um Deus completamente endemoniado, Bane.

Para driblar a loucura daqueles dias e desanuviar a mente da crescente tensão, a jovem cavalariça sempre pegava sua montaria preferida, Pêra (cujo nome se devia a uma predileção do animal pela fruta), de pêlos brancos e crina amarela, e juntas cavalgavam pelos pastos fora das altas muralhas da cidade.
A aprendiz não tinha posses para comprar um animal. Então ajudava na fazenda do velho Corman, já de idade avançada, e cujos filhos se apresentaram ao serviço das armas, deixando-o só com alguns ajudantes para cuidar de toda a fazenda.
A aprendiz foi deixada ali, primeiro para afastar-se das armas que insistia em querer treinar. Mas até então, poucos dos Leões aceitavam mulheres em suas fileiras. Quanto mais num tempo tão difícil quanto aquele, quando o próprio Torm vem para a luta contra seu maior rival.
O Deus-tirano marchava contra Tantras, reunindo um exército sem precedentes. Iam desde as fileiras chondatan, cruzando os Vales e angariando números entre ladrões e assassinos, e bárbaros com totens destronados pela Mão-tirana. Seu destino era um só: Os Portões da Cidade Prateada.
Naquela manhã, a jovem aprendiz cavalgava pelos pastos, quando Pêra se descontrolou e pulou magistralmente a cerca, levando-a cada vez mais longe. Cada vez mais campo a dentro, afastando-a da cidade, e de seus deveres para com afazenda.
Seu coração apertava, pois ninguém sabia de seu paradeiro. E se pensassem o pior? Que diante da ameaça, a aprendiz de cavalariça tivesse pego seu cavalo preferido, e fugido da cidade para a segurança das montanhas?!

Pêra embrenhava-se cada vez mais na mata, até chegar a um descampado, onde empina, traiçoeira, derrubando a jovem cavalariça, cuja cabeça encontra uma pedra... e desmaia.

Seria o fim do conto. Só que não!!

Os olhos da garota se abrem, estavam diferentes. A luz que via era intensa. Suas feições estavam mudadas. Seus OLHOS resplandeciam uma aura poderosa.
Ela se levanta, e olha para a montaria que, num primeiro momento se assusta, mas depois se acalma.
- Temos uma missão, minha querida amiga. - sua voz era calma e serena, e continua - Posso contar com você?

Como se entendesse, a égua se curva, e depois se vira, esperando a cavalariça montá-la.
No caminho de volta, ao longe podia-se ver uma nuvem tempestuosa. O vento a levava diretamente a Tantras, como uma tempestade impiedosa, prestes a castigar a cidade.
Do Norte, outro cavalo se aproxima. Um grande corcel de pêlos amarelados e crina marrom escura, montado por um homem robusto, vestindo uma armadura que brilhava ao sol, como prata pura e detalhes dourados. No peito, o símbolo de Torm vinha encrustado no peitoral. E a garota nada vestia senão roupas simples, um vestido surrado pelo árduo trabalho e botas de montaria.

O cavaleiro diz, com uma voz forte:
- Vá embora, mulher. Aqui não é lugar para uma garota sozinha. É muito perigoso.

Ao que prontamente responde:
- E será lugar para um só cavaleiro contra uma força invasora? Nós dois sabemos que não há tempo para avisar a guarda. Se quisermos fazer algo, terá que ser agora.

Antes que o cavaleiro pudesse responder qualquer coisa, a jovem Pêra, pequena se comparada ao enorme corcel com sela militar, já disparava pelo campo rumo à tempestade. Tudo que o cavaleiro pôde fazer foi segui-la, pois sua montaria era muito mais rápida. E logo as nuvens não estavam mais tão distantes.

Cavaleiro e cavalariça cruzaram o campo sem problemas, como se a mata lhes abrisse caminho rumo ao inimigo. O cavaleiro se espanta com a coragem da garota, cujo olhar em nenhum instante demonstra receio ou medo pela tarefa. Ele sabia o que aquela investida significava. Para qualquer um dos dois!

Já era noite quando chegam a um prado todo queimado, e chegam a um enorme acampamento. Mas a trapaça caminha de mãos dadas com o Tirano. E Pêra é atingida por flechas envenenadas vindas dos dois lados, derrubando sua montadora com estardalhaço e atraindo a atenção de outros. Eles riem do prêmio, forçando o cavaleiro a se revelar. Mas era uma luta desleal, um cavaleiro honrado contra armas corrompidas e maculadas.
Quando a garota recupera os sentidos, o cavaleiro havia derrubado nada menos do que QUINZE adversários, mas tinha ferimentos pelo corpo, e flechas cravadas nas pernas e nas costas. "Típico dos covardes!"
Pegando a espada, velha e chanfrada de lutas insanas, de um dos derrotados, a garota entra na luta ao lado do cavaleiro.
Primeiro os inimigos riem, regozijando da vitória "fácil". Depois se calam, quando seus números começam a diminuir. A habilidade da moça era extraordinária. Tomada pelas vestes simples, os assaltantes e assassinos jamais esperariam que aquela garota fosse não só uma cavalariça, mas uma paladina em treinamento.

O estalar de um trovão corta o ar, e um homem gigantesco surge do meio das cabanas. Vestia um gibão medonho, e sua capa era assustadora, feita de pele... HUMANA!!
Ele se aproxima da dupla de lutadores, o cavaleiro já estava de joelhos, a visão turva pelas toxinas que corriam pelo sangue. mas a mulher, apesar de levemente ferida, estava em pé ao seu lado, defendendo-o como quem defende um superior.
Rindo, o monstro saca sua grande cimitarra, cuja lâmina era denteada, assemelhando-se a uma chama. E seus olhos cintilavam à maldade de suas mãos, calejadas por tantas lutas e massacres. A boca, acostumada ao sabor da carne humana, salivava diante da futura refeição.
Quando ele entra em cena, os outros se afastam. Sabiam da punição por atrapalhá-los: A Esfolação, VIVOS!!
A cimitarra se ergue, uma fraca aura a rodeava, e em seguida desce contra a garota... atingindo as costas do cavaleiro, cuja armadura se abre com a força do golpe, arrancando-lhe muito sangue. Ele cai, aos pés da garota, que imediatamente o contorna, estocando o pé do enorme adversário, que urra de dor, recuando um passo, surpreso.
Mas logo em seguida se recompõe, cruzando o braço esquerdo diante do rosto e desferindo um violento murro, cuja força faz a garota girar, e cair ao lado do cavaleiro, a esta altura às portas da morte.
Caídos lado a lado, ouviam o inimigo rir, a mulher busca os olhos do cavaleiro atrás do elmo, e o que encontra são olhos vazios, e de um azul intenso. Uma voz calma sussurra-lhe o ouvido, mesmo que ele estivesse longe: "Só há uma chance. Os dois vivem, ou os dois morrem!"
Apertando o braço ferido, ele derrama o próprio sangue sobre a espada, deixando-a cair.

O monstro ri da derrota de um, e se abaixa apanhando a segunda, erguendo-a pelas roupas simples que começavam a se desfazer com tantos golpes. Ele a ergue, e aponta um dos comandados, dizendo em tom sádico: - TRAGA MINHAS FERRAMENTAS! Esta vai ficar linda na minha coleção...

Antes que a frase terminasse, a lâmina prateada emergia do lado oposto da cabeça, levando consigo sangue e miolos.
A mulher cai, as pernas fraquejando pela dor e venenos que a consumiam por dentro. Mas o maior dos baques é reservado ao monstro, que se vira aos comandados, o olho que restava esbugalhado, a cabeça partida pela força do golpe divino. E pra surpresa de todos, o sangue derramado na arma corria, formando veios.
O monstro dá um passo rumo aos homens, que recuam, assustados. O enorme bárbaro cai, os joelhos cravando na terra com seu peso, e o corpo pende para trás, dando a impressão de ter caído de joelhos.
Os homens olham estarrecidos para a mulher, que teimava em se levantar. Mas ao seu lado estava não mais um homem. Não mais um cavaleiro. A luz que emanava de seu corpo era como o próprio nascer-do-sol naquela noite escura.
O corpo do monstro reage à luz, queimando e brilhando com uma chama dourada, cuja intensidade aumentava ainda mais a luz do cavaleiro, banhando todo aquele acampamento na mais pura Luz do Dia, fazendo os covardes debandarem.

O cavaleiro, agora sem elmo, tinha olhos intensos e dourados, e dele emanava uma luz quase cegante.
Vendo aquilo como um péssimo presságio, os inimigos fogem para as montanhas, seu líder derrotado por uma mulher.
Banhada pela luz, a jovem encontra forças pra se ajoelhar, juntando as mãos pensando estar diante de um milagre. É quando o Anjo lhe revela:
- O verdadeiro milagre é você, uma jovem paladina enfrentar o próprio receio e, ainda assim sem hesitação, entregar-se ao dever e ao Chamado da batalha. Nem mesmo eu, sozinho como você disse, derrotaria um meio-demônio como estes. seria preciso a combinação de sua força e de meu sangue-divino, e o momento certo para o arrebatamento. A única forma de surpreender o Mal é ser o inesperado. Ele viu em minhas armas o peso da ameaça. Mas não no seu coração, e em sua coragem. E isto, jovem Karina, não tem inimigo que possa derrotar.

Os olhos da mulher se enchem de lágrimas. Era como se o próprio Torm tivesse mandado um de seus anjos para protegê-la. Ou teria sido o contrário?

...

No meio da noite, os guardas vigiavam os portões Norte da tensa cidade, vendo ao longe uma terrível tempestade dissipar-se, as pesadas nuvens carregadas para longe pelo vento.
Então, uma das sentinelas grita: "CAVALEIRO SÓ!"
O código indicava que uma única pessoa se aproximava, montada a cavalo.
O portão menor, reservado aos guardas do portão, se abrem, e 3 guardas cruzam a defesa da cidade, expondo-se ao desconhecido, quando vêem uma jovem mulher entrar no raio das tochas da estrada, montando um cavalo de pelos brancos e crina amarela. O olhar era determinado, mas transmitia uma calma incrível. Um dos sentinelas, sem entender o que sentia, cai de joelhos à sua passagem.
Ela tinha uma mão na rédea, e a outra caída na sela, na altura do umbigo.
Nas costas, trazia uma magnífica espada prateada, quase do seu tamanho. E contra a luz das chamas, inscrições podiam ser lidas, embora poucos daquela cidade militarizada ainda conhecessem a língua perdida dos Seres de Luz.
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Re: Chama Sagrada - A História por Trás da Espada

Mensagem por DM-Fi em Dom Abr 03, 2016 6:52 pm

Ainda adormecida nas mãos de Aiolos, seu real poder é desconhecido.
A espada foi encantada com 5 poderosas runas para que não se perdesse depois da morte de sua última portadora, como acontece com as Vingadoras Sagradas dos paladinos mortos em batalha. Karina Silentread era uma lendária paradina de Torm, e uma das múitas assassinaas no ataque a Tantras, que culminou na morte de Torm e ascensão de Bane.
Sua espada foi roubada por seus assassinos e levada a Ravensbluff, onde foi vendida pelo melhor preço no mercado negro. Mas seu poder estava se esvaindo, absorvendo a maldade que a tocava. Assim, um bruxo a enfeitiçou para que conservasse suas propriedades, um valioso troféu da morte de um deus-rival.

Mas foi recuperada por ladrões contratados pelos templos, que recompensavam por qualquer relíquia recperada. E foi vendida a agentes de Torm por quma pequena fortuna, sendo devolvida ao seu Clero. No entanto, o poder do bruxo conservou os poderes da espada, mas os prendeu em suas escritas nefastas.

Agora, Chama-sagrada luta para se libertar. Não é mais capaz de assimilar a maldade, mas ainda não tem poder o bastante para romper as runas.

Chama-Sagrada!!:

Holy Avenger: This +2 cold iron longsword becomes a +5 holy cold iron longsword in the hands of a paladin.

It provides spell resistance of 5 + the paladin’s level to the wielder and anyone adjacent to her. It also enables the wielder to use greater dispel magic (once per round as a standard action) at the class level of the paladin. (Only the area dispel is possible, not the targeted dispel or counterspell versions of greater dispel magic.)

Strong abjuration; CL 18th; Craft Magical Arms and Armor, holy aura, creator must be good; Price 120,630 gp; Cost 60,630 gp + 4,800 XP.
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Re: Chama Sagrada - A História por Trás da Espada

Mensagem por DM-Fi em Dom Abr 03, 2016 6:54 pm

A primeira runa foi quebrada quando Aiolos se arriscou contra um adversário muito mais poderoso e perigoso. Um terrível xamã-orc no comando de bárbaros furiosos.
O risco corrido pelo paladino-meio-celestial e filho de Karina deu força à espada dormente, mudando a primeira das 5 runas. Antes chamada de "Sacrifício", sua escrita mudou para "Martírio".

Hoje, Chama-sagrada tem as propriedades de uma Espada de Ferro-frio Mágica +1.
Quem sabe, nas mãos de seu herdeiro, ela consiga quebrar os outros selos e voltar a ser a magnífica arma que era.
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Re: Chama Sagrada - A História por Trás da Espada

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