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A Teia Partida - Um conto de Underdark

Mensagem por DM-Fi em Sex Mar 31, 2017 12:52 pm

A hierarquia drow sempre foi determinada pelo poder e pelo status dos mais fortes. Uma sociedade que apesar de ser demarcada pelo poder das famílias, chamadas de "Casas" pois suas cidades estruturam-se ao redor de verdadeiros palácios de arquitetura inigualável, não só faz vistas grossas a fraternicídios e filicídios como os incentiva.
Em sua visão deturpada de realidade, um drow deve ser individualmente forte, capaz de esperar tudo e não confiar nem mesmo no próprio sangue, e ainda assim jurar sua lealdade à sua casa, sob pena de ser extirpado da existência pelo simples caprichos das mulheres de seu clã, verdadeiras detentoras do poder dentro de suas famílias.
Entre estas, é comum as disputas pela posse de um macho particularmente habilidoso, e entre elas também é comum as lutas e assassinatos prematuros, envenenamentos e mutilações, pois antes de tudo o orgulho está em sua aparência imponente. E não foram poucas as famílias onde em uma linhagem de dúzias de fêmeas apenas uma chegasse à idade adulta.
O topo de poder está nas mãos do clero, e embora hajam sacerdotes homens, estes não desfrutam de metade das regalias das mulheres, embora possuam alguma, mesmo cientes de que, por um simples capricho, pode perder tudo para uma sacerdotisa recém iniciada, simplesmente porque "sim".
Dentro das Casas, chamadas no mundo exterior de "Teias", há alinhagem principal e as "teias" secundárias, compostas por descendentes em segundo grau em diante da linhagem principal. Esta também pode ser composta por casas de menor poder escravizadas e incorporadas à "família", sob pena da extinção absoluta de seus membros.

As guerras são repentinas, um dia na cidade impera a paz silenciosa destas cidadelas de caos e intriga, na outra as tropas das casas estão às armas matando tudo e todos em seu caminho, caçando qualquer rival de sua casa por ordem do clero, que determinou que esta ou aquela Casa deve ser extinta. Simplesmente porque não foram devidamente adulados pela mesma, ou por interesse da maioria.
Nestas ocasiões, a contenda só termina em duas ocasiões: Ou cada membro da casa caçada é assassinado, até mesmo sua alta hierarquia, podendo chegar às matronas, ou (e até hoje isto nunca aconteceu) uma matrona se rende à outra, aceitando sua submissão. Isto invariavelmente termina com sua execussão pela rival, e sua casa sendo incorporada à teia secundária da casa vencedora. Seja como for, é o fim daquela Casa.

Outra maneira de terminar a contenda é assassinando a matrona e seus descendentes, tornando a casa uma "sem-teia", e portanto uma pária na sociedade drow, podendo ser escravizada por qualquer outra. Muitos drows preferem a morte a esta opção, e quando uma matrona morre, sua elite costuma se matar logo em seguida, juntando-se a ela no além, numa submissão completa ao seu poder. Mas a intriga entre as Casas é tanta que por vezes uma matrona é assassinada no silêncio de seus aposentos, e à sua casa é simplesmente anunciada a submissão a uma nova, dando a opção aos seus descendentes aceitar a nova matronagem (até hoje, nunca aconteceu) ou morrer junto com sua matriarca.

Então, as Teias-drow são constantemente mutáveis, e raríssimas famílias conseguem permanecer intactas por mais do que algumas décadas. A Lei de Lolth é ABSOLUTA. Se um drow for derrotado, seja em duelo ou assassinado durante o banho, não era digno de existir sob sua proteção.

Mas a execussão e domíno de uma casa só pode ser "requisitado" diante do clero, ou seja, a casa que deseja tomar outra para si deve ter uma matrona. E mesmo assim, deve apresentar argumentos para tal. Mas estes "diálogos" nada amigáveis duram anos, e podem acontecer ENQUANTO a casa é atacada.
Conseguindo direito a eliminar a outra casa, ela deve incumbir-se de assassinar cada um de seus membros, ou conseguir a total submissão (e mudança de noma) dos possíveis sobreviventes ao de sua Casa, o que lhes tirará definitivamente o direito de requisitar retaliação no futuro.

Os Párias são absolutamente raros, e só existem quando uma casa dominada pela morte de sua matrona se recusa a submeter-se à outra. Neste caso, é uma sentença de morte a cada um dos seus membros. Qualquer drow que o traga diante do Clero desfrutará de glórias enormes, tendo "cumprido a vontade de Lolth diante de sua criação".

Mas ainda, três possibilidades podem acontecer:

A primeira é esta linhagem infame submeter-se por aliança à proteção de outra casa, o que só acontece por interesse absoluto da matrona desta, normalmente quando a linhagem caçada desfruta de algum conhecimento específico ou secreto, tesouros mágicos valiosos ou poderes únicos que serão incorporados à sua nova família. Isto lhes dá o direito de continuar usando seu próprio nome, ainda que sejam erradicados das Teias familiares de sua sociedade. Mas esta aliança difere muito pouco da submissão, e coloca a casa protetora em contenda com a que eliminou a matrona da casa protegida, e vai reivindicar seu prêmio a qualquer custo, até mesmo atacando diretamente os acobertadores. Desta forma, os membros incorporados são tratados como servos da protetora, não podendo jamais deixar as dependências de sua nova Casa.
A segunda possibilidade, bem mais improvável, é que entre os sobreviventes haja uma fêmea, e consiga elevar-se em poder individual ao status de matrona, e quando estiver preparada, apresentar-se diante do Clero e reivindicar o regresso de sua linhagem à Teia de poder da cidadela. Para tanto, ela desafia a matrona que ordenou a morte de sua família, e caso vença é aceita novamente como uma Casa. E caso venha a matar sua rival, pode ainda inverter o jogo e assimilar sua Casa sob sua própria proteção.
Por que isto nunca acontece? Porque se tornaria uma linhagem principal fraca, facilmente derrubada por remanescentes da casa recém conquistada. Então nestes duelos a regra é deixar a rival viver com a humilhação de ter sido derrotada, o que por si só derrubará enormemente seu status no Clero, e até mesmo dentro da igreja de Lolth. isto se a própria deusa não a executar por sua derrota.
A terceira possibilidade, e só se conhece até hoje um caso de sua ocorrência, é que um sobrevivente da casa destronada consiga uma audiência com o Clero e desafie, ele próprio a matrona mandante. Desnecessário dizer que de justa esta disputa não terá nada, pois neste caso a mesma pode eleger um Campeão para lutar em seu lugar, e caso ele seja derrotado pode apontar outro, e outro... até o desafiante estar em tal estado que ela não terá dificuldade alguma em eliminá-lo.

Por tudo isto, até mesmo as alianças entre as casas são tênues, e podem da noite para o dia tornar-se ódio declarado.

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Informações de jogo: a dúvida que paira no ar:

* Serão os Olori uma casa dominada? Ou tudo que More conhece sobre sua história está errado?
Se assim for, More deve descobrir a qual linhagem pertence e reaver seu lugar na sociedade drow, como única maneira de livrar-se da perseguição.
* Serão a teia-secundária de uma casa maior, e desta forma ainda estão vivos e livres para agir em Underdark?
Se assim for, toda a caçada contra si será injustificada, e more terá direito de retaliação se descobrir quem ordenou sua morte, podendo (se for capaz) apresentar-se ao Clero e exigir seu direito de "justiça".

* Até onde More tem conhecimento (e lembrança) apenas ele e sua irmã gêmea são sobreviventes, tendo sido protegidos por um patrono misterioso que acobertou sua fuga da cidade durante um ataque à casa que os escravizava. Mas Annariel foi levada muitas décadas antes que ele próprio tenha conseguido escapar.
Desta forma, caso Ananriel ainda esteja viva, ela mesma pode tornar-se matrona diante do Clero e devolver o status independente de sua família, OU aliar-se a uma casa maior e exigir a destruição daqueles que ordenaram sua execução.
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